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domingo, junho 9

Preço recua na maioria das capitais.

São Paulo (ABr) – A cesta básica ficou mais barata, em maio, em 12 das 18 capitais analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Natal foi uma delas. Segundo o Dieese, essa predominância de redução de preços dos produtos da cesta não ocorria desde novembro do ano passado.
Magnus NascimentoO tomate, que vinha sendo o vilão dos preços, está mais baratoO tomate, que vinha sendo o vilão dos preços, está mais barato

As maiores quedas ocorreram em Manaus (-4,91%), Salvador (-3,76%) e Belo Horizonte (-3%). Em Natal, a redução, em relação ao mês anterior, foi de 1,71% - o que levou o valor da cesta para R$ 281,67. Entre as seis capitais onde houve alta, a maior foi registrada em Campo Grande (3,59%), seguida por Porto Alegre (3,49%) e Goiânia (3,43%).

A cesta básica mais cara continua sendo a de São Paulo, onde o valor médio é R$ 342,05. A cesta mais barata é a de Aracaju, que custa, em média, R$ 240,72.

Em maio, os preços da cesta foram influenciados principalmente pela queda verificada em produtos como o tomate, o óleo de soja, café em pó, carne bovina e açúcar. Já os produtos que apresentaram alta no mês foram o leite in natura, o feijão, a farinha e o pão francês.

Em maio, o tomate, cujo preço vinha aumentando desde o começo do ano, ficou mais barato em 14 cidades. As retrações mais expressivas foram registradas em Natal (-32,60%), Aracaju, (-29,20%), Belo Horizonte (-26,45) e no Recife (-22,69%). 

No ano

Entre janeiro e maio deste ano, as 18 capitais pesquisadas registraram expansão nos preços da cesta básica. As altas mais expressivas ocorreram em João Pessoa (20,49%), Aracaju (17,97%) e Natal (17,53%). Já Florianópolis (5,69%), Belo Horizonte (8,22%) e Porto Alegre (9,78%) registraram os menores aumentos.

Em 12 meses, entre junho de 2012 (quando o Dieese divulgava a estimativa de preços da cesta básica em 17 capitais, sem os dados de Campo Grande) e maio último, houve aumento acima de 10% em todas as regiões, com as maiores variações em Fortaleza (26,85%), João Pessoa (26,84%) e Rio de Janeiro (23,39%). As menores variações foram verificadas em Salvador (13,03%), Curitiba (16,68%) e Manaus (18,37%).

De acordo com o Dieese, o salário mínimo ideal, que supriria as despesas de um trabalhador e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, deveria ser de R$ 2.873,56 em maio, valor 4,27 vezes superior ao salário mínimo vigente no país, de R$ 678.

As 18 capitais pesquisadas mensalmente pelo Dieese são Vitória (ES), Manaus (AM), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Aracaju (SE), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Campo Grande (MS), Belém (PA), João Pessoa (PB), Brasília (DF), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Recife (PE), Natal (RN) e Florianópolis (SC). 

Em março, a presidenta Dilma Rousseff anunciou a desoneração de todos os produtos da cesta básica, que ficaram isentos de impostos federais.

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