Em média, três pessoas morrem por dia nas ruas de São Paulo. O levantamento é da Companhia de Engenharia de Tráfego. O número total de mortes de trânsito diminuiu, mas no caso dos ciclistas, por exemplo, o perigo aumentou.
O número de mortes de ciclistas teve um aumento de 6% em relação a 2012.
O número total de mortes no trânsito caiu 9,8% entre 2011 e 2012, segundo o último relatório da companhia de engenharia de tráfego de São Paulo. Mesmo assim, morreram 1.231 pessoas em acidentes de trânsito na maior cidade do país. Em média, três pessoas por dia.
O número total de mortes no trânsito caiu 9,8% entre 2011 e 2012, segundo o último relatório da companhia de engenharia de tráfego de São Paulo. Mesmo assim, morreram 1.231 pessoas em acidentes de trânsito na maior cidade do país. Em média, três pessoas por dia.
E a via mais perigosa da cidade é a Marginal Tietê. Foram 49 mortes em 2012, 25 mais do que na via que está em segundo lugar, a Marginal Pinheiros.
“Grande volume de veículos que nós temos lá em vias dita de trânsito rápido e que nós sabemos, trânsito rápido requer velocidade, e velocidade é inimiga da segurança”, declara o diretor de planejamento da CET , Tadeu Leite Duarte.
Em 2012, 52 ciclistas morreram em acidentes na cidade, um número 6% maior que o de 2011.
O relatório traça um perfil das mortes de ciclistas no trânsito. A maioria deles morreu na hora ou no mesmo dia do acidente. A maior parte era homem e estudante. E quase sempre os acidentes fatais ocorreram por causa de colisões com outros veículos.
Guilherme pedala por São Paulo há dois anos e evita as marginais. Para se proteger, usa capacete e luzes na frente e atrás da bicicleta. Acompanhamos Guilherme em um trajeto entre a USP e a Avenida Paulista. Uma câmera no capacete mostra o susto já na saída da universidade.
Quando uma caminhonete quis cruzar o caminho, Guilherme teve de pedir passagem. Também passou por apertos quando o trânsito parou, mas andou tranquilo por uma ciclovia em uma grande avenida da cidade.
“Já fiquei apreensivo, já fiquei ‘caramba, essa foi quase’. Algumas vezes, principalmente de fechada de carro, mas acho que estão cada vez menos frequentes”, diz Guilherme.
Perguntado se São Paulo é uma cidade que dá para pedalar, Guilherme responde: “Dá para pedalar. Mas também não dá para pedalar sem ter um mínimo de informação e de treino, digamos assim, né”.
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